Ferenczi Pensador da Catástrofe

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Descrição

Páginas: 320          Formato: 16×23

Edição: 1ª              Ano: 2022

ISBN: 978-65-86711-64-6

Resumo:

As reflexões apresentadas nesta obra acompanharam a temporalidade louca da pandemia, dentro do turbilhão de eventos catastróficos, sucedido pelas respostas adaptativas oriundas dos campos da cultura, da política e da ciência, o que teve, entretanto, como consequência inexorável o fato de este livro ser, e ao mesmo tempo não ser, um “retrato” desse período de isolamento social. O pensamento de Ferenczi é fundamental em contextos assim. De certa forma, a “elasticidade” proposta por ele para a clínica evoca a concepção de que a escuta psicanalítica está efetivamente referida aos princípios de uma ética do cuidado que procura despertar, junto aos sujeitos paralisados pelo horror traumático, a intensidade dos afetos de vitalidade suscitados pelo encontro analítico.

 Índice:

Prefácio (Eugênio Canesin Dal Molin, Daniel Kupermann, Jô Gondar)

PARTE I – A clínica na Pandemia

  1. Quando nada será como antes: a elasticidade da técnica psicanalítica em tempos de Covid-19 (Denise Goldfajn)
  2. Do tabu de tocar ao isolamento social: sobre a clínica psicanalítica online em tempos de pandemia (Fábio Belo)
  3. Leitura: A primeira live, o primeiro divã: memórias e cesuras (Davi Berciano Flores)
  4. Novas tecnologias e a elasticidade da técnica psicanalítica (Jô Gondar)
  5. A elasticidade da técnica analítica em tempos sombrios: transformações da tecnologia (Helia Borges)
  6. Leitura: Nem melhor, nem pior: um lugar para a diferença nas análises feitas por teleatendimento durante o primeiro ano da pandemia da Covid-19 (Bartholomeu de Aguiar Vieira)
  7. Catástrofe, trauma, dor e sofrimento (Julio SergioVertzman)
  8. Fé, finitude e a pandemia de Covid-19 – reflexões a partir de Ferenczi (Diane Viana)
  9. Leitura: Sobre o trabalho do sofrimento, do luto na catástrofe pandêmica (Adriana Barbosa Pereira)
  10. Estados melancólicos nos invadem? (Teresa Pinheiro)
  11. A pandemia e dois lutos: sobre as mudanças do setting analítico e a tentativa de apagamento da Covid19 no Brasil (Daniela Romão-Dias)
  12. Leitura: Elasticidades, corpo e psicanálise (Rita Hentz)
  13. A psicanálise lançada ao século XXI (Paula Peron)
  14. A elasticidade anímica do psicanalista em tempos de pandemia (Marcelo Wanderley Bouwman)
  15. Leitura: Em tempos de pandemia: a elasticidade da técnica é o psiquismo do analista (Lizana Dallazen)
  16. Ritmo e cansaço em sessões presenciais e não presenciais (Bruna Paola Zerbinatti)
  17. Silêncios e presença do analista em sessões on-line (Renato Mezan)
  18. Leitura: A necessidade do divã ou um substituto que não o olhar (Lucas Krüger)

PARTE II – Catástrofe, à moda latino-americana

19. O jogo antiautoritário (Eugênio Canesin Dal Molin)

20. Autoritarismo, pandemia e tarefas para a psicanálise (Juan Flores)

21. Leitura: Ferenczi, autoritarismo e liberdade (Maria Nilza Mendes Campos)

22. A catástrofe e seus destinos: os negacionismos e o efeito vivificante do “bom ar” (Daniel Kupermann)

23. Entre negacionismo e paranoia: a psicanálise em tempos de catástrofe (Virgínia Ungar)

24. Leitura: Implicações e saídas da catástrofe atual (Alexandre Abranches Jordão)

Sobre os organizadores:

DANIEL KUPERMANN é psicanalista e presidente do Grupo Brasileiro de Pesquisas Sándor Ferenczi. Livre-docente do Departamento de Psicologia Clínica do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, onde coordena o psiA – Laboratório de Pesquisas e Intervenções em Psicanálise. É bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq. Autor dos livros Estilos do cuidado: a psicanálise e o traumático (Zagodoni), Transferências cruzadas: uma história da psicanálise e suas instituições (Zagodoni), Presença sensível: cuidado e criação na clínica psicanalítica e Ousar rir: humor, criação e psicanálise (ambos publicados pela Civilização Brasileira), entre outros. É também coordenador da Coleção Grandes Psicanalistas (Zagodoni).

JÔ GONDAR é doutora em Psicologia Clínica (PUC-RIO). Professora titular da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Pesquisadora no Programa de Pós-Graduação em Memória Social e no Departamento de Ciências Sociais. Membro efetivo do Círculo Psicanalítico do Rio de Janeiro. Autora de, entre outros livros, Com Ferenczi. Clínica, subjetivação, política (com Eliana Schueler Reis), (2017, Ed. 7Letras).

EUGÊNIO CANESIN DAL MOLIN é psicanalista, doutorando com bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e mestre pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), com bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

 

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