Loucura e Transformação Social. Autobiografia da Reforma Psiquiátrica no Brasil

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Descrição

Páginas: 160            Formato: 16×23

Edição: 1ª                Ano: 2021

ISBN: 978-65-86711-00-4

Resumo

Este livro tem como objetivo demarcar que o processo brasileiro de Reforma Psiquiátrica não é uma simples transformação do modelo assistencial, em que pese a enorme importância desta. Trata-se de uma transformação de mentalidades, de culturas, de referências científicas, de relações sociais, de formas de ver e estar no mundo.

Índice

Prefácio – Leonardo Pinho

Apresentação – Paulo Amarante

Introdução: Reforma Psiquiátrica como processo social complexo e a dimensão teórico-conceitual

A “Indústria da Loucura” é denunciada! O nascimento da reforma psiquiátrica brasileira

Anos 1980: da crítica institucional à “institucionalização” da Reforma Psiquiátrica, a Constituição Cidadã, os novos serviços, as novas tendências e o advento do projeto de lei antimanicomial

Final dos anos 1980, da crítica institucional às práticas desinstitucionalizantes: o surgimento dos novos serviços de atenção psicossocial

Encerrando a década de 1980: a importância do Projeto de Lei da Reforma Psiquiátrica e o Movimento Social por uma Sociedade sem Manicômios

A rede de atenção integral à saúde mental substitutiva ao manicômio no Município de São Paulo na virada dos anos 1980 para 1990

Anos 1990 – A Declaração de Caracas e a Reforma Psiquiátrica na Região Latino-Americana

A expansão da noção e do significado de redes e dos serviços de atenção psicossocial

Avanços, inovações e problemas na Reforma Psiquiátrica – Os anos 2000 em diante

Um novo marco político: a RAPS

Saúde Mental na Atenção Básica: a desinstitucionalização radical?

A dimensão sociocultural: experiências concretas de produção de um novo lugar social para a loucura e o sofrimento psíquico

Abrasme: surge um novo ator social no campo da Reforma Psiquiátrica brasileira

Conselhos e Conferências de Saúde. Apesar da potência, da irregularidade e da fragilidade dos Conselhos – a (des)continuidade das Conferências

Os projetos da Reforma Psiquiátrica passam a ser incorporados nas políticas públicas culturais

Considerações e comentários finais: contrarreforma sanitária e psiquiátrica ou desmonte do estado de direito no Brasil?

Anexos

Sobre o organizador

Paulo Amarante é médico psiquiatra. Doutor em Saúde Pública (Fiocruz) e Centro de Estudos e Pesquisam em Saúde Mental (Trieste/Itália). Realizou estágio de Pós-Doutorado em Imola (Itália). Mestre em Medicina Social (UERJ). Professor e Pesquisador Titular do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental e Atenção Psicossocial (LAPS/ENSP/Fiocruz). Presidente de Honra da Associação Brasileira de Saúde Mental (ABRASME). Vice-Presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO). Doutor Honoris causa da Universidade Popular Madres de Plaza de Mayo.