Descrição
Páginas: 136 Formato: 14×21 cm
Edição: 1ª Ano: 2026
ISBN: 9788555241796
Resumo:
Em um mundo em que a IA não apenas responde, mas orienta e até “escuta”, este livro investiga criticamente sua suposta “inteligência”, hoje apresentada como um novo oráculo. A partir de casos concretos, revela como sistemas algorítmicos podem reforçar crenças, intensificar vieses e produzir novas formas de alienação e sofrimento psíquico. Entre crítica tecnológica, filosofia e psicanálise, a obra examina como a “inteligência das máquinas” se impõe como regime de verdade e incide sobre os modos de subjetivação contemporâneos. Em uma época em que o desejo se reduz à lógica do consumo e da performance, o livro pergunta: o que está em jogo ao delegar às máquinas funções de escuta e interpretação? Que subjetividades – e quais sintomas – estão sendo produzidos?
Sumário
Introdução
Parte I – A “Inteligência” da IA, sua história, seu regime de verdade e jogos de força
I – Histórico do campo das Inteligências Artificiais, seu funcionamento e autores que a definem como, de fato, inteligente
II – IA entendida como separação do agir e da necessidade de inteligência para tanto
III – IA generativa e a antropomorfização da máquina: como se produz a “inteligência” artificial, suas bases materiais e o trabalho humano envolvido
IV – A inteligência artificial como regime de verdade
Parte II – Vida, desejo e subjetividade
V – Especulações sobre a vida a partir de Spinoza
VI – Desejo e semblante para a psicanálise
VII – Discurso capitalista e o desejo transformado em compulsão – Ansiedade e depressão como sintomas gerais da nossa época
VIII – Conclusão. Terapia com IA? Desafios atuais da clínica
Referências
Sobre o autor
Guilherme C. Oliveira é psicanalista, formado em psicologia pela Universidade de São Paulo, com mestrado e doutorado pela mesma instituição e estágio na graduação e no doutorado na Universidade Rennes 2 (França). Pesquisa o conceito de letra na obra de Jacques Lacan e suas relações com a ideia de cura, bem como os desdobramentos da AI na subjetividade humana. Criador do podcast Neurose Digital.








