Descrição
Páginas: 240 Formato: 16×23 cm
Edição: 1ª Ano: 2026
ISBN: 9788555242014
Resumo:
A febre da organização parte de uma experiência institucional real, conduzida ao longo de cerca de dois anos com um grupo de quatorze profissionais de uma área marcada por burnout, afastamentos, conflito e absenteísmo. A partir dessa experiência, o livro propõe ler o sofrimento no trabalho sem reduzi-lo à falha individual nem a efeito de uma estrutura abstrata. Articula psicanálise de grupos, análise institucional e psicodinâmica do trabalho a fim de examinar como autoridade, tarefa, pertencimento e defesas coletivas atravessam a vida organizacional. Em vez de transformar a empresa em paciente ou a escuta em ferramenta de desempenho, sustenta as relações entre singularidade do sujeito, participação do grupo, responsabilidade da liderança e condições institucionais.
Sumário
Prólogo. A sala antes da fala
Introdução. O mal-estar não cabe no organograma
PARTE I. A febre
1. A organização que sabe medir
2. A liderança que deveria resolver tudo
PARTE II. Antes de dizer “nós”
3. O chamado do RH
4. Quatorze pessoas que trabalhavam juntas, mas não falavam juntas
5. O grupo começa pelo eu
6. A confiança não pode ser decretada
PARTE III. O que trabalha por baixo do trabalho
7. Quando a instituição entrou na sala
8. O grupo que trabalha e o grupo que se defende
9. Quem fala pelo que ninguém consegue dizer
10. As defesas da organização
11. A meta, o bônus e o duplo vínculo
PARTE IV. Da queixa à tarefa
12. A liderança do lado de fora
13. Verdade factual e função psíquica
14. Confiança não é harmonia
15. Quando a queixa devolve a tarefa
PARTE V. Um grupo capaz de pensar
16. O que mudou, o que permaneceu e o que os números podem provar
17. O que chamo de psicanálise institucional do trabalho
18. O líder não é analista
19. Escutar sem vigiar
Conclusão. A mesma sala, outro grupo
Nota do autor
Nota metodológica e ética
Apêndice prático. O que precisa estar escrito antes de começar
Glossário essencial
Referências
Sobre o autor
Rafael Costa é psicanalista, escritor e executivo. Além da clínica particular, em São Paulo e online, levou a escuta psicanalítica para fora do consultório: a escolas, abrigos e ocupações urbanas; a hospitais e residências terapêuticas, em hospitais-dia, na clínica da psicose; a salas de reunião de empresas multinacionais, onde acompanhou equipes e lideranças diante do sofrimento no trabalho. Há cerca de duas décadas como executivo em empresas multinacionais, conhece por dentro os dois lugares deste livro, o de quem decide e o de quem escuta, e escreve para não confundi-los: a psicanálise não é ferramenta de gestão e a empresa não é paciente. A febre da organização nasce dessa dupla formação.









